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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Reflexões Políticas VI

Motivação e Credibilidade
Além de motivação e mobilização, falta credibilidade no PS/Alcobaça. Faltam vozes respeitadas no partido socialista e reconhecidas na sociedade. Uma afirmação tem valor não só pelo que é dito, mas por quem é dito.
Seria preciso que as pessoas se convencessem que a credibilidade não depende do valor que as pessoas julgam que têm. A credibilidade depende do valor que os outros nos reconhecem. Os dirigentes da Secção de Alcobaça apenas se conseguiram fazer eleger por uns escassos 80 militantes nas eleições internas e nas eleições para as autarquias locais apenas conseguiram reduzir o PS/Alcobaça à sua mais fraca representação de sempre. Um único vereador na Câmara e uma única Junta de Freguesia, e o menor número membros na Assembleia Municipal.
O problema desta comissão politica não é ausência de conhecimentos, é sobretudo a ausência de bom senso. O bom senso deveria ter-lhes permitido começado a congregar as pessoas, a reunir os estilhaços e a fazer pontes de acordo para começar a reerguer o PS. De visível nada foi conseguido. Estamos no ponto de partida e quem não anda, não só fica parado, como começa a andar para trás. O futuro anunciado por esta Comissão Politica não passou de um regresso ao passado que deixou tudo na mesma.
Se este era o rumo certo do Partido, só posso, deduzir que o rumo certo é o do fracasso total. Os que conduziram o PS ao desaire nas eleições autárquicas são os mesmos que agora comandam o Partido, com os mesmos métodos.
Precisávamos de uma comissão política capaz de defender ideias claras
Era importante que os militantes se pudessem conhecer uns aos outros. Num partido tão fragilizado, e tão escasso em pessoas, era essencial captar novos militantes. Mas quem arrisca a meter-se neste vespeiro. Não é nas vésperas de eleições que andamos a correr de freguesia em freguesia a ver se encontramos pessoas (umas quaisquer) para integrarem as listas sem saber se elas têm ou não alguma ligação com o partido.
Cabe à Comissão Politica ter a lucidez de saber que aquilo que fazemos agora afecta necessariamente a sociedade de amanhã. Sabe-se que a população está cansada do executivo camarário do PSD, mas não acredita na oposição socialista a quem não atribuiu credibilidade. Os socialistas pouco ou nada têm feito para credibilizar o partido e tudo vai continuar na mesma, sem solução.
 
 
Que acção politica
As dificuldades enfrentam-se em conjunto. Mas os dirigentes locais não foram capazes de reunir os militantes e de os envolver para enfrentarmos a batalha de conquistar o poder local. Só por uma cega e estranha ambição ou por mentalidade torpe se poderá entender que se está a fazer um bom trabalho. O PS sempre que veio às freguesias foi para procurar apoio e nunca para dar apoio aos seus eleitos locais. Por exemplo, a Carta Escolar do Concelho as estruturas eleitas do PS nunca facultaram esse documento aos seus militantes, nem aos seus eleitos nas freguesias, apesar desse documento ter implicações em todas as freguesias. Seria de o Partido ter envolvido os seus militantes na discussão de um assunto tão importante. Mas apenas contaram as ideias dos iluminados. Erros de metodologia.
Desde Junho de 2004 que não se realizou uma única Assembleia de Militantes. Em Maio de 2006 pediu-se aos militantes que fossem eleger uma nova Comissão Politica e apenas puderam dizer lista A ou Lista B. Nunca mais os militantes do PS/Alcobaça foram convocados para nada.
Consta-nos que a Presidente da Assembleia de Militantes se demitiu, sem que tenha feito uma única reunião. De facto a lista vencedora da Concelhia contava com militantes empenhados e dinâmicos. Por esse facto nunca terá havido ninguém para assinar uma simples convocatória para reunir os militantes. Se numa qualquer Assembleia, de uma colectividade, de uma freguesia, ou de um município o presidente da Mesa do órgão se demite, há sempre um substituto, só no PS isso não acontece e será preciso recorrer a eminentes juristas para resolver o grave problema. E, afinal aí está a solução a convocatória chegou assinada não por nenhum presidente da Assembleia das estruturas de base, mas pela mão do Presidente da Comissão Política Concelhia.
A fraca ancoragem dos partidos e o surgimento de movimentos de cidadãos é uma das questões, agendada, para o debate que terá lugar em Alcobaça no dia 6 de Outubro, em Alcobaça por iniciativa da Federação Distrital do PS. Seguramente o funcionamento da Secção poderá ser um exemplo de como se contribui para a fraca ancoragem dos partidos.
publicado por Joaquim Marques às 12:24

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