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Domingo, 16 de Setembro de 2007

Reflexões Políticas V

Participação Política e eleições
A participação política dos militantes na Secção de Alcobaça está confinada à escolha dos dirigentes locais. É frustrante verificar que os militantes de um partido a única acção em que podem participar é votar. Se os militantes não podem apresentar ideias, propostas, criticas sugestões como se podem sentir representados neste partido? Como se podem sentir envolvidos e motivados.
A democracia não se resume a uma mera eleição. A democracia é um regime em que a vontade da maioria coexiste com a liberdade das pessoas como o mais alto valor a preservar. Os partidos políticos são estruturas associativas que surgiram para agrupar pessoas com maneiras de ver o mundo e a sociedade semelhantes e de forma a permitir que essas pessoas tenham representantes na gestão dos órgãos de poder, seja no poder local ou nacional. O nascimento dos partidos políticos surge para garantir a participação do povo na gestão das coisas públicas. O povo deveria sentir-se representado pelos partidos e estes, deveriam ser capazes de traduzir a pluralidade de interesses existentes na sociedade, e como estruturas representativas da sociedade deveriam ser formados por cidadãos dinâmicos e participativos capazes de intervir de forma colectiva na realização de objectivos concretos sejam a governação sejam a oposição. Actualmente o PS no concelho de Alcobaça está na oposição, mas devia ser uma oposição motivada, mobilizadora e capaz de atrair e envolver militantes e simpatizantes. Mas não é capaz. Esta longe de conseguir esse objectivo.
Mas porque os partidos se estão a afastar das pessoas começam a surgir os independentes a reagruparem correntes de pensamento e estão a fazer estragos nos partidos, veja-se o que aconteceu nas eleições intercalares para a Câmara de Lisboa. A maioria das pessoas esteve contra os partidos, pois 74% dos eleitores estiveram de costas voltadas para os partidos pois uns nem sequer foram votar e outros, numa percentagem que não se pode desprezar votou em listas de independentes.
A democracia representativa é actualmente considerada internacionalmente como o único regime político legítimo e veja-se quanto se gasta nos mecanismos de fiscalização dos processos eleitorais. Contudo, não faltam sinais de que os regimes democráticos estão a trair as expectativas dos cidadãos. Não faltam revelações de corrupção, os políticos nos seus mais diversos patamares, depois de eleitos, gerem as coisas públicas a seu belo prazer, e ignoram por completo os cidadãos. Isso acontece também em Alcobaça. Este PS, que nem sequer é poder, fechou-se sobre um pequeno cartel que vai vegetando na sua letargia em busca de algo que não se sabe bem o quê de tão alheados que estão dos militantes e totalmente distanciados da sociedade que os ignora. Esquecem-se por Alcobaça que a Democracia representativa tem que ser uma Democracia participativa. No PS Alcobaça não há lugar para os militantes como pode haver lugar para os simpatizantes?
Os partidos políticos deveriam ser escolas de formação democrática e são hoje apenas navios vazios, e este navio além de vazio anda sem rumo.
 
 
Sem motivação não há organização
Ignorados os militantes afastam-se do Partido, perdem-se os simpatizantes e o peso deste PS tende a ser cada vez mais leve. Quando há motivação o clima organizacional tende a ser elevado, quando a motivação é baixa ou quando não existe motivação, instala-se o desinteresse. E, neste momento, o desinteresse instalou-se à volta deste PS.
O Partido deveria promover a participação política, a formação dos seus militantes e desta forma contribuir para a existência de um eleitorado politicamente consciente, informado e mobilizado promovendo a união e a formação, mas não tem sido capaz de cumprir essa sua vocação.
A expressão “participação política” serve para designar uma série de actividades: o acto de votar, a militância num partido, a participação em manifestações, a discussão em acontecimentos políticos ou públicos, a participação numa campanha eleitoral. Mas o PS de Alcobaça apenas precisa de votantes e de figurantes para as campanhas eleitorais. Esquecem-se os dirigentes locais que a Democracia não se resume ao modo de eleger, mas que a Democracia deve ser entendida como Democracia representativa. E, para se poder representar alguém é preciso conhecer e ser conhecido. Estes actores são desconhecidos do eleitorado, mas também desconhecem os eleitores de quem não são capazes de se aproximarem.
É por causa destas posturas e comportamentos que os cidadãos se sentem cada vez menos representados pelos seus representantes partidários e entendem que as decisões mais importantes dos governantes são cada vez menos democráticas.
Os especialistas e analistas lamentam que nos Estados democráticos os cidadãos se tenham tornado apáticos e desinteressados da política. E pode ver-se que o número de votantes tem diminuído nas últimas décadas, e o número de filiados nos partidos políticos tende a ser cada vez menor.
Por cá, desmotivados os militantes afastaram-se e o PS está desorganizado e sem quadros, embora uns quantos se olhem ao espelho mágico e lhe perguntem “espelho meu neste partido quem é melhor do que eu?”. Acreditam-se uma alternativa, mas o eleitorado não vê nenhuma alternativa nem nada em que possa confiar. Um panorama que se torna ainda mais grave quando a maioria PSD não tem sido desgastada pelos anos de poder e continua a pavonear-se na política local, apesar do mau trabalho.
publicado por Joaquim Marques às 00:22

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1 comentário:
De António Inglês a 18 de Setembro de 2007 às 03:31
Bolas amigo, vossemecê nem deixa a gente respirar.
Isto tem de ser lido e relido com muita calma. Não que não esteja de acordo com o que diz, mas porque preciso de encontrar as palavras certas para lhe deixar um comentário.
António Inglês

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