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Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

Opinião: Os Partidos

O fracasso dos partidos políticos
 
 
O fracasso dos partidos políticos é uma realidade cada vez mais evidente quer seja a nível nacional, internacional ou a nível local. A luta pela defesa de importantes interesses das populações é cada vez mais uma tarefa de movimentos sociais e não dos partidos políticos.
Peter Mair, professor de Ciências Politicas da Universidade Leiden, e conceituado especialista em ciência politica tem afirmado bem alto que “os partidos políticos estão em crise e potencialmente a beira de um grave declinio”. Mas temos que continuar a viver com eles.
No quadro partidário os que estão no poder decidem a seu belo prazer sem se importarem com a opinião dos cidadãos eleitores enquanto a oposição se vai entretendo com picardias politicas sem interesse, alheados dos problemas das populações e só se manifestam nas campanhas eleitorais ou para dizer que existem e para lutarem pelos seus interesses. Os cidadãos cansados do circo da politica já não ouvem os discursos, apenas se preocupam se vivem melhor ou pior. Os cidadãos olham com indiferença para a política e com descrédito para os políticos. Reflexo disso é a abstenção nos actos eleitorais. Sem partidos não há democracia.
Os partidos políticos são vistos como um requisito necessário para chegar aos cargos de eleição ou de nomeação. Logo as pessoas olham para os políticos apenas como interessados nos “tachos”. A gestão pública, numa democracia representativa, está confiada aos políticos pelo que isso é aceite com natural indiferença expressa na afirmação “uns ou outros tanto faz”.
Mas, se analisarmos as principais criticas que se fazem aos partidos, eles são criticados pelo seu fracasso representativo porque deixaram de representar as populações e de defender os seus interesses. A defesa dos interesses e exigências populares, na maioria da vezes, ocorre fora do quadro partidário. Os partidos deixaram de ser parte da sociedade para se tornarem cada vez mais em parte do aparelho da administração pública. Os politicos deixaram de lutar pelos interesses das populações para lutarem por cargos públicos. O fracasso dos partidos deve-se ao fracasso dos politicos que temos e ao pouco que fazem pela resolução dos problemas concretos. Precisamos urgentemente de uma nova geração de politicos, para podermos aspirar a uma nova politica.
Numa democracia representativa como a nossa o povo apenas pode escolher entre as opções que os partidos lhe permitem. Por exemplo, no concelho de Alcobaça cerca de mil militantes partidários, ou seja cerca de 500 do PSD e outros tantos do PS, são os únicos que podem escolher aqueles que poderão chefiar a Câmara. Aos 50 mil eleitores do concelho de Alcobaça resta-lhes “escolher” entre as opções do menú “pré-cozinhado”, por vezes de muito má qualidade.
A par disso, muitos dos politicos nunca souberam o que era um emprego, são politicos de carreira, que sempre se ocuparam da política como profissionais pelo que tudo fazem por um lugarzito na actividade politica, onde não faltam assessores e adjuntos de adjuntos. Por outro lado profissionais competentes e com provas dadas de que seriam bons gestores das coisas públicas acabam por “não se meter” na política pois não querem ser axincalhados por politicos de quarta ou quinta categoria. Assim, o poder em vez de ser ocupado por quem tem mérito para o exercer, é detido por populistas, demagogos e outros bacoucos.
Neste quadro de fracasso a rotatividade de partidos no governo ou nas autarquias deve-se não há vitória dos que ganham mas sobretudo ao fracasso dos que exerceram mal o poder. Porque como já é habito dizer-se as eleições não se ganham, perdem-se.
Mas, em última analise, com politicos e partidos destes quem perde é a sociedade, ou seja somos todos nós.
publicado por Joaquim Marques às 11:35

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