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Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

Opinião: Turismo

Envolver os cidadãos e valorizar a definição de estratégias inovadoras
Turismo estagnado por falta de políticas
 
A estagnação que afecta o turismo no concelho de Alcobaça reflecte a ausência total de políticas estratégicas para o sector. Apesar das potencialidades existentes, e de que são exemplos o Mosteiro de Alcobaça - Património da Humanidade -, Mosteiro de Cós e vário outro património construído, Museu do Vinho (agora fechado), a ímpar beleza da praia de S. Martinho do Porto, as praias da zona Norte do concelho, os encantos naturais do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, entre muitos outros motivos. Mas, apesar de termos tudo isto, limitamo-nos a aproveitar os "restos" do turismo de passagem da rota de Fátima.
Entre o panorama actual e o de há 20 anos atrás poucas são as diferenças. A crise que afecta os mercados e a bolsa dos cidadãos não é justificação para tudo. Tem faltado capacidade de inovação como meio de impulsionar novas políticas e estratégias para o turismo local. Não se conseguem captar novos fluxos de turismo oferecendo só aquilo que o passado nos deixou e fazendo discursos onde apenas se repetem palavras sobre as nossas potencialidades. Esses discursos servem só para consumo interno. É preciso acção. Para haver acção era indispensável estabelecer objectivos e metas de longo, médio e curto prazo.
Contudo essa definição de objectivos não se consegue só dentro das estruturas da administração pública, no reduzido núcleo dos autarcas locais e dos técnicos dos diversos serviços públicos. A coesão social é um factor determinante para que as sociedades possam caminhar para um desenvolvimento que seja sustentável. Numa sociedade de informação como a nossa os cidadãos devem ser ouvidos, podem e devem participar nas decisões fundamentais. Mas isso não agrada aos políticos e seus apaniguados. Isso obrigaria a uma grande atenção mas alargava os horizontes da reflexão e contribuiria para a valorização das metas e objectivos.
Mas, a valia desta coesão social local não se limita a valorizar os horizontes da discussão mas estabelece a capacidade de confiança dos cidadãos que percebem o que se passa e o porquê das coisas. Não podemos perder o capital social de todos os cidadãos empenhados na vida pública local. Temos de compreender que devemos ter os nossos próprios desígnios estratégicos e devemos acreditar em nós mesmos e nas nossas capacidades. Daí a importância de um modelo de concertação social que valorize a opinião local rumo a uma capaz definição de metas e objectivos capaz de combater a estagnação que afecta o nosso turismo. A estagnação neste sector é tal que os folhetos de promoção que tem sido publicados e distribuídos pela Região de Turismo são de fraca qualidade, e tempos houve em que estavam cheios de erros e semearam esses erros por vários outros materiais promocionais. A par disso, a nível municipal não existe um só documento de promoção das realidades locais sinal da total falta de aposta e de projectos deste concelho no turismo.
publicado por Joaquim Marques às 11:16

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