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Sábado, 15 de Setembro de 2007

Reflexões Políticas IV

Partidos: doença da democracia
Os partidos políticos como garantes da pluralidade e da participação na vida política deveriam servir de “escolas de formação” dos cidadãos, para uma melhor intervenção na vida politica. Isso não funciona no PS/Alcobaça, que funciona como uma oligarquia antidemocrática.
Como podem os partidos garantir e querer a democracia nas estruturas de governação local ou nacional, se não conseguem reunir e congregar os seus militantes, nem sequer são capazes de ter um funcionamento democrático. Que legitimidade podem ter os socialistas para reclamar posturas democráticas nas autarquias ou nos órgãos de governação, se essa postura democrática não é seguida nas estruturas do PS?
Ao ignorarem os militantes, ao não convocarem as Assembleias de Militantes, ao não promoverem encontros, nem convívios, nem formação em iniciativas que deveriam fortalecer o partido os dirigentes locais não estão só a revelar falta de trabalho e falta de capacidade estão sobretudo a tentar fomentar a obediência, a alimentar o conformismo e o deixa andar. Desta forma anulam o espírito crítico e a liberdade de opinião porque só no conformismo e na passividade alguns podem crescer. Em terra de cegos quem têm um olho é rei.
Os partidos políticos deveriam ser o garante da democracia, mas desta forma acabam por se transformar numa doença da democracia, porque se tornam num obstáculo à intervenção dos cidadãos na via politica.
publicado por Joaquim Marques às 11:53

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Reflexões Políticas III

Silêncio no debate de ideias
Os militantes têm direito de “exprimir livremente a sua opinião a todos os níveis da organização do Partido e apresentar, aos respectivos órgãos, críticas, sugestões e propostas sobre a organização, a orientação e a actividade do Partido” (alínea d) do nº 1 do Artigo14º dos Estatutos do PS). Como podem os militantes exprimir a sua opinião se não há nada organizado pelo partido nos últimos anos? Onde está então o bom trabalho que a elite dirigente diz que existe mas que não se consegue ver?
Os dirigentes locais não reúnem os militantes porque não querem ouvir opiniões, talvez porque temam ser criticados pelo trabalho que desenvolvem ou seja pelo trabalho que não desenvolvem.
Eliminando encontros e reuniões, os militantes ficam impedidos de ter opiniões e apresentar eventuais críticas. Uns ficam privados da sua participação politica, e só uns poucos se podem mostrar como activos e activistas.
Os outros, onde nos incluímos, estamos de fora ou afastados. Não temos espaço para nos exprimirmos. E, quem ousar “exprimir-se livremente” terá que o fazer fora do quadro permitido, como tal provavelmente, infringe a disciplina partidária. Esta é uma arma que tem por objectivo levar o outro a obedecer. Logo esta Partido vive entre os extremos da persuasão e da violência, ou seja entre a cenoura e o chicote da força.
Convictos de que as coisas não estão bem, restam-nos três formas de reagir.
-Manter-nos leais à disciplina partidária e permanecer calados, uma postura que consideramos cega e acrítica;
-sair e abandonar o partido, uma posição cómoda mas cobarde;
-ou expressar abertamente as nossas opiniões e protestar.
Mas para protestar teremos sobre o nosso pescoço a espada da disciplina partidária, pois apenas podemos exprimir livremente a nossa opinião nos respectivos órgãos, ou seja no Plenário de Militantes. Mas a Assembleia de Militantes não reúne como já referimos para que os militantes não se possam pronunciar.
Se optarmos por uma postura “politicamente correcta” devemos manter-nos leais ou saímos de cena. Preferimos ser politicamente verdadeiros e como tal entendemos que devemos protestar, de forma a fomentar a reflexão. Tanto mais que “os partidos políticos são integrados por cidadãos titulares de direitos políticos” (Artigo 7º da Lei 2/2003 de 22 de Agosto). Estamos certos de que ainda não perdemos os nossos direitos de cidadania e por isso assumimos o risco de exprimir livremente as nossas opiniões.

Como não podemos manifestar o nosso protesto no local próprio, ou seja na Assembleia de Militantes, porque ao arrepio dos Estatutos não são convocadas, só nos resta uma alternativa: manifestar publicamente a nossa opinião. A nossa militância política não pode limitar ou cortar o nosso espírito crítico, nem tão pouco pode limitar a nossa cidadania empenhada. O formalismo partidário, tal como muito bem defendeu Ostrogorki, representa uma resposta inadequada nos regimes democráticos.

A filiação partidária não é uma arregimentação e terá de ser compatível com a liberdade pessoal e com a participação cívica.

Esta postura de ignorar os militantes, de não promover encontros e formação só poderá ser para castrar por completo a opinião de militantes, sobretudo dos mais esclarecidos.

publicado por Joaquim Marques às 11:04

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