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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

Denúncia: Erro Inacreditável

DN confundiu Humberto Delgado
com Gomes da Costa
 
Um erro grosseiro e grave foi cometido pelo jornal “Diário de Notícias” que no seu livro “Mosteiro de Alcobaça”, publicado na colecção “O país das Maravilhas” confundiu o nome do General Humberto Delgado com o do Marechal Gomes da Costa. Este livro que passará agora a estar nas estantes de muitas habitações e bibliotecas torna-se num tremendo crime contra a cultura e contra a nossa história pois induz os incautos neste erro. Quem sabe se daqui a pouco jovens estudantes sempre ávidos de livros de leitura fácil, não passarão a referir nos seus trabalhos escolares que o General Sem Medo se chamava Gomes da Costa.
É grave que uma publicação desta natureza não tenha sido alvo de uma revisão científica cuidada, o que mostra que este concurso das sete maravilhas se tornou numa máquina de fazer dinheiro a qualquer custo. O “livreco” de aspecto “infantilizado” é de má qualidade além deste erro contém alguma da informação duvidosa, tendenciosa ou manipulada.
Se o jornal prestou um mau serviço à cultura, a Câmara de Alcobaça não está imune de responsabilidades, pois deu a sua colaboração a esta publicação e assim torna-se corresponsável por este lixo editorial. À uns anos os folhetos publicados pela região de turismo cheios de erros, deram origem a uma grave propagação de erros em série cujos nefastos efeitos ainda hoje se fazem sentir. Estamos em crer que essa situação se irá repetir pois estas publicações acabam por fontes de referência bibliográfica e tornam-se citadas. Os incautos não se lembram que estes trabalhos podem ser elaborados por ignorantes e imbecis.
Naturalmente a irresponsabilidade desta situação será “corrigida”, naqueles quadradinhos onde se diz “… o jornal errou”, mas nos livros postos em circulação não será colocada nenhuma errada, como deveria ser a medida mínima a tomar. A correcção desta anormalidade deveria implicar a recolha de todos os livros para a sua correcção.
Como cidadão cinto-me indignado. Bem não sei se “cinto-me”, se escreve com um “c” ou um “s”, mas de uma coisa sei, seria muito menos grave se o livro contivesse erros ortográficos e não erros históricos, e se não atentasse desta forma contra o nome do General Humberto Delgado.
 
 
Transcrevo o disparate
 
Marechal Gomes da Costa                                   
Não nasceu em Alcobaça, mas sempre aí passou férias e fez amigos para mais que uma vida. Conhecido como o General Sem Medo (1906-1965), procurou derrubar a ditadura através de eleições, tendo sido derrotado num processo eleitoral fraudulento que deu a vitória a Américo Thomaz. Foi assassinado pela PIDE, em Olivença, e encontra-se sepultado no panteão nacional. Foi-lhe erigido um monumento no lugar de Cela, em Alcobaça.                                     
publicado por Joaquim Marques às 22:06

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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Debate: blogs

Iniciei este blog com uma notícia alusiva a um encontro de blogs e bloguers alcobacenses. Entendo agora apresentar alguns tópicos de reflexão sobre esta realidade incontornável nos tempos actuais.
Blogs: entre a comunicação e o monólogo
Comunicar é o principal objectivo dos blogs, uma nova ferramenta de comunicação virtual que permite que qualquer pessoa possa divulgar informações e opiniões e partilha-las com qualquer outra pessoa. Um blog permite que o seu criador tenha um veículo de mídia próprio, que pode conter texto, fotos, áudio e até vídeo.Um blog constitui uma ferramenta de informação e comunicação alternativa aos mídia tradicionais, com capacidade para questionar a actualidade que nos é relatada pelo comunicação social.
Além disso, é uma ferramenta interactiva pois permite comentários e a interação entre os autores dos blogs e os seus leitores, tornando-se assim numa ‘rede social’, uma blogosfera.
 
Blog: um novo poder de comunicação
Se a realidade divulgada pela comunicação social é por vezes omissa, polida para não ferir susceptibilidades e até para suportar pressões, tornando-se por vezes amorfa, nos blogs, os seus autores não sofrem esse tipo de pressões, não estão obrigados a nenhum código deontológico, divulgam aquilo que é seu o entendimento. Os leitores têm acesso a uma informação livre e sem modaças, mas torna-se necessário tomar alguns cuidados e avaliar bem a informação dos blogs. Os blogs não asseguram os princípios do contraditório nem o seu autor reflecte a pluralidade de opiniões.
Contudo os blogs tem vindo a crescer a um ritmo assustador. Segundo dados da Technorati, em Março de 2006 havia mais de 35 milhões de blogs, e a quantidade de blogs tem duplicado em cada 6 meses, sendo interessante referir que a atualização do conteúdo dos blogs ocorre semanalmente em cerca de 10% deles. Ainda segundo dados da Technorati, 1.2 milhões de informações são colocadas nos blogs diariamente, o que dá uma média de quase 50 mil por hora.
 
Blogs: partilha e inter-actividade
Algo que merece ser destacado é que o blog actua como uma ferramenta para partilhar conhecimento. Aquilo que marca a diferença nesta possibilidade de comunicação é que os blogs permitem interacção. Os autores escrevem, os leitores lêem e comentam, os autores e outros leitores respondem aos comentários e, assim comunicação torna-se, ou pode tornar-se numa verdadeira interação.
Contudo no tempo da comunicação imperam os monólogos. Na imprensa escrita, falada ou televisiva, somos meros consumidores. Nos blogs o seu número é tão elevado, mas a grande maioria serve apenas para o seu autor comunicar com o seu computador. Seguramente que os blogs podem ser visitados, mas continua a haver monólogo, pois muitos quase não registam comentários.
A força de influência dos blogs só se começa manifestar quando o conteúdo publicado é interessante e os utilizadores conseguem encontrá-lo no mar de informação da internet.
publicado por Joaquim Marques às 19:46

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Sábado, 2 de Junho de 2007

Opinião

A fraude das sete maravilhas
 
 
Fraude e vigarice são as únicas expressões que me surgem para classificar o pseudo-concurso de eleição das “Sete Maravilhas”. Não é minimamente sério que se possam eleger as sete maravilhas num processo de votação fraudulento pois permite que uma mesma pessoa possa votar as vezes que quiser sem limite.
O presidente da Câmara de Alcobaça, Gonçalves Sapinho, numa afirmação publicada pelo jornal “Região de Cister” diz “vou de Alcobaça a Lisboa, todo o caminho a votar ao telefone”. É uma expressão ridícula e infeliz. Revela a vigarice em que este concurso se transformou e denuncia que quem tiver dinheiro para gastar pode viciar os resultados desta votação. No caso do presidente da Câmara revela que não tem nada de mais útil e mais importante para fazer, por isso usa o telefone para estas brincadeiras, com a agravante que o dinheiro que esbanja é pago por todos nós.
Além do processo de votação que é fraudulento, como se poderá afirmar que o Mosteiro de Alcobaça é melhor ou mais bonito que o da Batalha ou vice-versa. Eles são dois monumentos completamente diferentes, não sendo por isso comparáveis.
Será o Mosteiro de Alcobaça melhor, mais bonito ou mais importante que o da Batalha, ou o Castelo da Almourol, ou outro qualquer dos monumentos desta listagem? Não creio que “a nossa terra” possa ser um critério de avaliação válido, muito menos justo. Reza o velho provérbio popular que quem feio ama bonito lhe parece, mas a paixão, não é um critério justo. E votar num monumento só porque ele está na terra em que vivemos não é justo para avaliar realidades diferentes, mas iguais em valor.
Não se pode comparar o que não é comparável.
Discordo pois desta eleição.
Escolher os melhores faz parte de uma “mania” que temos de rotular as coisas, e de forma subjectiva e até injusta classificamos umas como melhores e outras como menos boas que passam a ser relegadas para um plano secundário e de esquecimento.
Qual será a percentagem de alcobacenses que nos últimos cinco anos não entraram no Mosteiro de Alcobaça? Muito elevada seguramente (até porque as entradas são caras) e como poderão as pessoas votar numa coisa que mal conhecem?
Depois resta saber que consequências podem resultar desse investimento. Será que Alcobaça vai ser mais visitada por causa de estar entre as sete duvidosas maravilhas?
Isto é, conseguiremos com isto captar novos fluxos de forasteiros nacionais ou estrangeiros? Tenho as maiores dúvidas.
Respeito em absoluto quem se envolve neste processo, mas discordo profundamente e acho inqualificável a metodologia de votação. Parece-me que em maré de votações poderemos ter algo semelhante aquela patranha dos melhores portugueses.
 
publicado por Joaquim Marques às 11:25

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