.mais sobre mim

.posts recentes

. Reflexões Políticas VII

. Reflexões Políticas VI

. Reflexões Políticas V

. Reflexões Políticas IV

. Reflexões Políticas III

. Reflexões Políticas II

. Reflexões Politicas I

. Nomeação

. Opinião: Gestão por polít...

. Opinião: Os Partidos

.Arquivo

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

.links

.Setembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
14
17
19
20
21
22
24
25
26
27
28
29
30

.pesquisar

 

.participar

. participe neste blog

blogs SAPO
Sábado, 2 de Junho de 2007

Opinião

A fraude das sete maravilhas
 
 
Fraude e vigarice são as únicas expressões que me surgem para classificar o pseudo-concurso de eleição das “Sete Maravilhas”. Não é minimamente sério que se possam eleger as sete maravilhas num processo de votação fraudulento pois permite que uma mesma pessoa possa votar as vezes que quiser sem limite.
O presidente da Câmara de Alcobaça, Gonçalves Sapinho, numa afirmação publicada pelo jornal “Região de Cister” diz “vou de Alcobaça a Lisboa, todo o caminho a votar ao telefone”. É uma expressão ridícula e infeliz. Revela a vigarice em que este concurso se transformou e denuncia que quem tiver dinheiro para gastar pode viciar os resultados desta votação. No caso do presidente da Câmara revela que não tem nada de mais útil e mais importante para fazer, por isso usa o telefone para estas brincadeiras, com a agravante que o dinheiro que esbanja é pago por todos nós.
Além do processo de votação que é fraudulento, como se poderá afirmar que o Mosteiro de Alcobaça é melhor ou mais bonito que o da Batalha ou vice-versa. Eles são dois monumentos completamente diferentes, não sendo por isso comparáveis.
Será o Mosteiro de Alcobaça melhor, mais bonito ou mais importante que o da Batalha, ou o Castelo da Almourol, ou outro qualquer dos monumentos desta listagem? Não creio que “a nossa terra” possa ser um critério de avaliação válido, muito menos justo. Reza o velho provérbio popular que quem feio ama bonito lhe parece, mas a paixão, não é um critério justo. E votar num monumento só porque ele está na terra em que vivemos não é justo para avaliar realidades diferentes, mas iguais em valor.
Não se pode comparar o que não é comparável.
Discordo pois desta eleição.
Escolher os melhores faz parte de uma “mania” que temos de rotular as coisas, e de forma subjectiva e até injusta classificamos umas como melhores e outras como menos boas que passam a ser relegadas para um plano secundário e de esquecimento.
Qual será a percentagem de alcobacenses que nos últimos cinco anos não entraram no Mosteiro de Alcobaça? Muito elevada seguramente (até porque as entradas são caras) e como poderão as pessoas votar numa coisa que mal conhecem?
Depois resta saber que consequências podem resultar desse investimento. Será que Alcobaça vai ser mais visitada por causa de estar entre as sete duvidosas maravilhas?
Isto é, conseguiremos com isto captar novos fluxos de forasteiros nacionais ou estrangeiros? Tenho as maiores dúvidas.
Respeito em absoluto quem se envolve neste processo, mas discordo profundamente e acho inqualificável a metodologia de votação. Parece-me que em maré de votações poderemos ter algo semelhante aquela patranha dos melhores portugueses.
 
publicado por Joaquim Marques às 11:25

link do post | comentar | favorito
|