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Domingo, 23 de Setembro de 2007

Reflexões Políticas VII

O preço da liberdade
 
Quero concluir esta onda de reflexões políticas, de cariz partidário, dizendo que finalmente se realizou uma Assembleia de Militantes dos Socialistas da Concelhia de Alcobaça. Não ousarei comentar o que lá se passou, mas sempre quero deixar um recado e um obrigado ao militante do PSD que levou cópias destas minhas reflexões para os dirigentes da minha Secção. Obrigado pela ajuda.
 
Bem quanto a reflexão fiquei com a mesma sensação de ter tomado o pequeno almoço, almoço e jantar tudo na mesma refeição É uma sensação esquisita, pois acho muito mais saudável ir tomando cada uma das refeições na hora certa, e com os necessários intervalos, para não ficar indisposto.
 
Gostaria ainda de recordar aquela anedota de um tal jovem que entendeu que deveria ser monge, e foi para um convento muito austero, onde o silêncio apenas poderia ser quebrado se 4 em 4 anos. E de cada vez que falasse estava obrigado a ser muito sucinto e concreto, pois apenas podia dizer duas palavras.
Ora o bom monge ao fim de 4 austeros anos, pode falar e disse ao seu superior as duas palavras que lhe eram permitidas “Cama ruim”. Quatro anos mais tarde voltou ao parlatório e pode dizer mais duas palavras “Comida má”. E quatro anos depois, ou seja passados 12 anos, voltou junto do seu superior e pronunciou mais duas palavras “vou-me embora”, ao que o Superior respondeu “não admira, você desde que aqui chegou não parou de refilar”.
Para bom entendedor meia palavra basta ….
 
 
Frontalidade
É caro o preço que se paga para se ser livre. Sempre gostei de pensar pela minha cabeça e de ter as minhas opiniões. Naturalmente não sou o centro do mundo e este não gira à minha volta (felizmente, senão girava muito pouco) e naturalmente nem sempre tenho razão. Mas, como só os burros não mudam, quando vejo que não tenho razão facilmente mudo pois só assim se pode evoluir.
Certo é que sempre dei a cara pelas minhas ideias e opiniões e sempre me recusei a esconder-me sob a capa do anonimato, por isso sinto e sei o quanto custa e o preço que se paga para exprimir publicamente aquilo que se pensa, sobretudo quando isso não está em sintonia com a ortodoxia ou com o politicamente correcto.
Se disser isto acontece aquilo, logo para atingir algo devo dizer uma coisa bem diferente daquilo que penso. Sempre me recusei a enveredar por este caminho do politicamente correcto e sempre preferi ser politicamente verdadeiro, mas esta opção de ser livre, tem naturalmente o seu preço, bem caro por sinal.
A sociedade civil é frágil e dependente dos poderes instituídos seja eles o Estado, a câmara, a junta de freguesia, a religião, o partido, o patrão, ou outros poderes sejam eles quais forem que deixam o espírito de liberdade sistematicamente condicionado por um calculismo permanente. Essa não será seguramente a minha postura. Digo o que penso com verdade e frontalidade, naturalmente com respeito. Não seria capaz de viver isolado da sociedade, e sei que tenho que viver e conviver respeitando os outros, as suas opiniões e a sua forma de estar. Os outros terão o dever de me respeitar. Nem sempre é isso que acontece. Quando não se segue no caminho do rebanho e não se anda à voz do pastor geralmente pagamos a factura. Não sei por onde vou, mas sei que por esse caminho não vou, por isso convicto de que quero ser livre, vou continuar a querer pensar pela minha cabeça, a ter as minhas opiniões, a ser frontal e directo custe o que custar. Mas, todos os que ousam trilhar este caminho, geralmente acabam arredados e afastados. Prefiro continuar assim, mas não me peçam para ser hipócrita e cobarde.
publicado por Joaquim Marques às 18:09

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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

Reflexões Políticas VI

Motivação e Credibilidade
Além de motivação e mobilização, falta credibilidade no PS/Alcobaça. Faltam vozes respeitadas no partido socialista e reconhecidas na sociedade. Uma afirmação tem valor não só pelo que é dito, mas por quem é dito.
Seria preciso que as pessoas se convencessem que a credibilidade não depende do valor que as pessoas julgam que têm. A credibilidade depende do valor que os outros nos reconhecem. Os dirigentes da Secção de Alcobaça apenas se conseguiram fazer eleger por uns escassos 80 militantes nas eleições internas e nas eleições para as autarquias locais apenas conseguiram reduzir o PS/Alcobaça à sua mais fraca representação de sempre. Um único vereador na Câmara e uma única Junta de Freguesia, e o menor número membros na Assembleia Municipal.
O problema desta comissão politica não é ausência de conhecimentos, é sobretudo a ausência de bom senso. O bom senso deveria ter-lhes permitido começado a congregar as pessoas, a reunir os estilhaços e a fazer pontes de acordo para começar a reerguer o PS. De visível nada foi conseguido. Estamos no ponto de partida e quem não anda, não só fica parado, como começa a andar para trás. O futuro anunciado por esta Comissão Politica não passou de um regresso ao passado que deixou tudo na mesma.
Se este era o rumo certo do Partido, só posso, deduzir que o rumo certo é o do fracasso total. Os que conduziram o PS ao desaire nas eleições autárquicas são os mesmos que agora comandam o Partido, com os mesmos métodos.
Precisávamos de uma comissão política capaz de defender ideias claras
Era importante que os militantes se pudessem conhecer uns aos outros. Num partido tão fragilizado, e tão escasso em pessoas, era essencial captar novos militantes. Mas quem arrisca a meter-se neste vespeiro. Não é nas vésperas de eleições que andamos a correr de freguesia em freguesia a ver se encontramos pessoas (umas quaisquer) para integrarem as listas sem saber se elas têm ou não alguma ligação com o partido.
Cabe à Comissão Politica ter a lucidez de saber que aquilo que fazemos agora afecta necessariamente a sociedade de amanhã. Sabe-se que a população está cansada do executivo camarário do PSD, mas não acredita na oposição socialista a quem não atribuiu credibilidade. Os socialistas pouco ou nada têm feito para credibilizar o partido e tudo vai continuar na mesma, sem solução.
 
 
Que acção politica
As dificuldades enfrentam-se em conjunto. Mas os dirigentes locais não foram capazes de reunir os militantes e de os envolver para enfrentarmos a batalha de conquistar o poder local. Só por uma cega e estranha ambição ou por mentalidade torpe se poderá entender que se está a fazer um bom trabalho. O PS sempre que veio às freguesias foi para procurar apoio e nunca para dar apoio aos seus eleitos locais. Por exemplo, a Carta Escolar do Concelho as estruturas eleitas do PS nunca facultaram esse documento aos seus militantes, nem aos seus eleitos nas freguesias, apesar desse documento ter implicações em todas as freguesias. Seria de o Partido ter envolvido os seus militantes na discussão de um assunto tão importante. Mas apenas contaram as ideias dos iluminados. Erros de metodologia.
Desde Junho de 2004 que não se realizou uma única Assembleia de Militantes. Em Maio de 2006 pediu-se aos militantes que fossem eleger uma nova Comissão Politica e apenas puderam dizer lista A ou Lista B. Nunca mais os militantes do PS/Alcobaça foram convocados para nada.
Consta-nos que a Presidente da Assembleia de Militantes se demitiu, sem que tenha feito uma única reunião. De facto a lista vencedora da Concelhia contava com militantes empenhados e dinâmicos. Por esse facto nunca terá havido ninguém para assinar uma simples convocatória para reunir os militantes. Se numa qualquer Assembleia, de uma colectividade, de uma freguesia, ou de um município o presidente da Mesa do órgão se demite, há sempre um substituto, só no PS isso não acontece e será preciso recorrer a eminentes juristas para resolver o grave problema. E, afinal aí está a solução a convocatória chegou assinada não por nenhum presidente da Assembleia das estruturas de base, mas pela mão do Presidente da Comissão Política Concelhia.
A fraca ancoragem dos partidos e o surgimento de movimentos de cidadãos é uma das questões, agendada, para o debate que terá lugar em Alcobaça no dia 6 de Outubro, em Alcobaça por iniciativa da Federação Distrital do PS. Seguramente o funcionamento da Secção poderá ser um exemplo de como se contribui para a fraca ancoragem dos partidos.
publicado por Joaquim Marques às 12:24

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Domingo, 16 de Setembro de 2007

Reflexões Políticas V

Participação Política e eleições
A participação política dos militantes na Secção de Alcobaça está confinada à escolha dos dirigentes locais. É frustrante verificar que os militantes de um partido a única acção em que podem participar é votar. Se os militantes não podem apresentar ideias, propostas, criticas sugestões como se podem sentir representados neste partido? Como se podem sentir envolvidos e motivados.
A democracia não se resume a uma mera eleição. A democracia é um regime em que a vontade da maioria coexiste com a liberdade das pessoas como o mais alto valor a preservar. Os partidos políticos são estruturas associativas que surgiram para agrupar pessoas com maneiras de ver o mundo e a sociedade semelhantes e de forma a permitir que essas pessoas tenham representantes na gestão dos órgãos de poder, seja no poder local ou nacional. O nascimento dos partidos políticos surge para garantir a participação do povo na gestão das coisas públicas. O povo deveria sentir-se representado pelos partidos e estes, deveriam ser capazes de traduzir a pluralidade de interesses existentes na sociedade, e como estruturas representativas da sociedade deveriam ser formados por cidadãos dinâmicos e participativos capazes de intervir de forma colectiva na realização de objectivos concretos sejam a governação sejam a oposição. Actualmente o PS no concelho de Alcobaça está na oposição, mas devia ser uma oposição motivada, mobilizadora e capaz de atrair e envolver militantes e simpatizantes. Mas não é capaz. Esta longe de conseguir esse objectivo.
Mas porque os partidos se estão a afastar das pessoas começam a surgir os independentes a reagruparem correntes de pensamento e estão a fazer estragos nos partidos, veja-se o que aconteceu nas eleições intercalares para a Câmara de Lisboa. A maioria das pessoas esteve contra os partidos, pois 74% dos eleitores estiveram de costas voltadas para os partidos pois uns nem sequer foram votar e outros, numa percentagem que não se pode desprezar votou em listas de independentes.
A democracia representativa é actualmente considerada internacionalmente como o único regime político legítimo e veja-se quanto se gasta nos mecanismos de fiscalização dos processos eleitorais. Contudo, não faltam sinais de que os regimes democráticos estão a trair as expectativas dos cidadãos. Não faltam revelações de corrupção, os políticos nos seus mais diversos patamares, depois de eleitos, gerem as coisas públicas a seu belo prazer, e ignoram por completo os cidadãos. Isso acontece também em Alcobaça. Este PS, que nem sequer é poder, fechou-se sobre um pequeno cartel que vai vegetando na sua letargia em busca de algo que não se sabe bem o quê de tão alheados que estão dos militantes e totalmente distanciados da sociedade que os ignora. Esquecem-se por Alcobaça que a Democracia representativa tem que ser uma Democracia participativa. No PS Alcobaça não há lugar para os militantes como pode haver lugar para os simpatizantes?
Os partidos políticos deveriam ser escolas de formação democrática e são hoje apenas navios vazios, e este navio além de vazio anda sem rumo.
 
 
Sem motivação não há organização
Ignorados os militantes afastam-se do Partido, perdem-se os simpatizantes e o peso deste PS tende a ser cada vez mais leve. Quando há motivação o clima organizacional tende a ser elevado, quando a motivação é baixa ou quando não existe motivação, instala-se o desinteresse. E, neste momento, o desinteresse instalou-se à volta deste PS.
O Partido deveria promover a participação política, a formação dos seus militantes e desta forma contribuir para a existência de um eleitorado politicamente consciente, informado e mobilizado promovendo a união e a formação, mas não tem sido capaz de cumprir essa sua vocação.
A expressão “participação política” serve para designar uma série de actividades: o acto de votar, a militância num partido, a participação em manifestações, a discussão em acontecimentos políticos ou públicos, a participação numa campanha eleitoral. Mas o PS de Alcobaça apenas precisa de votantes e de figurantes para as campanhas eleitorais. Esquecem-se os dirigentes locais que a Democracia não se resume ao modo de eleger, mas que a Democracia deve ser entendida como Democracia representativa. E, para se poder representar alguém é preciso conhecer e ser conhecido. Estes actores são desconhecidos do eleitorado, mas também desconhecem os eleitores de quem não são capazes de se aproximarem.
É por causa destas posturas e comportamentos que os cidadãos se sentem cada vez menos representados pelos seus representantes partidários e entendem que as decisões mais importantes dos governantes são cada vez menos democráticas.
Os especialistas e analistas lamentam que nos Estados democráticos os cidadãos se tenham tornado apáticos e desinteressados da política. E pode ver-se que o número de votantes tem diminuído nas últimas décadas, e o número de filiados nos partidos políticos tende a ser cada vez menor.
Por cá, desmotivados os militantes afastaram-se e o PS está desorganizado e sem quadros, embora uns quantos se olhem ao espelho mágico e lhe perguntem “espelho meu neste partido quem é melhor do que eu?”. Acreditam-se uma alternativa, mas o eleitorado não vê nenhuma alternativa nem nada em que possa confiar. Um panorama que se torna ainda mais grave quando a maioria PSD não tem sido desgastada pelos anos de poder e continua a pavonear-se na política local, apesar do mau trabalho.
publicado por Joaquim Marques às 00:22

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Sábado, 15 de Setembro de 2007

Reflexões Políticas IV

Partidos: doença da democracia
Os partidos políticos como garantes da pluralidade e da participação na vida política deveriam servir de “escolas de formação” dos cidadãos, para uma melhor intervenção na vida politica. Isso não funciona no PS/Alcobaça, que funciona como uma oligarquia antidemocrática.
Como podem os partidos garantir e querer a democracia nas estruturas de governação local ou nacional, se não conseguem reunir e congregar os seus militantes, nem sequer são capazes de ter um funcionamento democrático. Que legitimidade podem ter os socialistas para reclamar posturas democráticas nas autarquias ou nos órgãos de governação, se essa postura democrática não é seguida nas estruturas do PS?
Ao ignorarem os militantes, ao não convocarem as Assembleias de Militantes, ao não promoverem encontros, nem convívios, nem formação em iniciativas que deveriam fortalecer o partido os dirigentes locais não estão só a revelar falta de trabalho e falta de capacidade estão sobretudo a tentar fomentar a obediência, a alimentar o conformismo e o deixa andar. Desta forma anulam o espírito crítico e a liberdade de opinião porque só no conformismo e na passividade alguns podem crescer. Em terra de cegos quem têm um olho é rei.
Os partidos políticos deveriam ser o garante da democracia, mas desta forma acabam por se transformar numa doença da democracia, porque se tornam num obstáculo à intervenção dos cidadãos na via politica.
publicado por Joaquim Marques às 11:53

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Reflexões Políticas III

Silêncio no debate de ideias
Os militantes têm direito de “exprimir livremente a sua opinião a todos os níveis da organização do Partido e apresentar, aos respectivos órgãos, críticas, sugestões e propostas sobre a organização, a orientação e a actividade do Partido” (alínea d) do nº 1 do Artigo14º dos Estatutos do PS). Como podem os militantes exprimir a sua opinião se não há nada organizado pelo partido nos últimos anos? Onde está então o bom trabalho que a elite dirigente diz que existe mas que não se consegue ver?
Os dirigentes locais não reúnem os militantes porque não querem ouvir opiniões, talvez porque temam ser criticados pelo trabalho que desenvolvem ou seja pelo trabalho que não desenvolvem.
Eliminando encontros e reuniões, os militantes ficam impedidos de ter opiniões e apresentar eventuais críticas. Uns ficam privados da sua participação politica, e só uns poucos se podem mostrar como activos e activistas.
Os outros, onde nos incluímos, estamos de fora ou afastados. Não temos espaço para nos exprimirmos. E, quem ousar “exprimir-se livremente” terá que o fazer fora do quadro permitido, como tal provavelmente, infringe a disciplina partidária. Esta é uma arma que tem por objectivo levar o outro a obedecer. Logo esta Partido vive entre os extremos da persuasão e da violência, ou seja entre a cenoura e o chicote da força.
Convictos de que as coisas não estão bem, restam-nos três formas de reagir.
-Manter-nos leais à disciplina partidária e permanecer calados, uma postura que consideramos cega e acrítica;
-sair e abandonar o partido, uma posição cómoda mas cobarde;
-ou expressar abertamente as nossas opiniões e protestar.
Mas para protestar teremos sobre o nosso pescoço a espada da disciplina partidária, pois apenas podemos exprimir livremente a nossa opinião nos respectivos órgãos, ou seja no Plenário de Militantes. Mas a Assembleia de Militantes não reúne como já referimos para que os militantes não se possam pronunciar.
Se optarmos por uma postura “politicamente correcta” devemos manter-nos leais ou saímos de cena. Preferimos ser politicamente verdadeiros e como tal entendemos que devemos protestar, de forma a fomentar a reflexão. Tanto mais que “os partidos políticos são integrados por cidadãos titulares de direitos políticos” (Artigo 7º da Lei 2/2003 de 22 de Agosto). Estamos certos de que ainda não perdemos os nossos direitos de cidadania e por isso assumimos o risco de exprimir livremente as nossas opiniões.

Como não podemos manifestar o nosso protesto no local próprio, ou seja na Assembleia de Militantes, porque ao arrepio dos Estatutos não são convocadas, só nos resta uma alternativa: manifestar publicamente a nossa opinião. A nossa militância política não pode limitar ou cortar o nosso espírito crítico, nem tão pouco pode limitar a nossa cidadania empenhada. O formalismo partidário, tal como muito bem defendeu Ostrogorki, representa uma resposta inadequada nos regimes democráticos.

A filiação partidária não é uma arregimentação e terá de ser compatível com a liberdade pessoal e com a participação cívica.

Esta postura de ignorar os militantes, de não promover encontros e formação só poderá ser para castrar por completo a opinião de militantes, sobretudo dos mais esclarecidos.

publicado por Joaquim Marques às 11:04

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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Reflexões Políticas II

O descalabro do PS/Alcobaça
 
O descalabro do PS já terminou” é uma afirmação do Presidente da Comissão Politica Concelhia do PS/Alcobaça, em declarações ao jornal “Região de Cister”, onde responde às críticas do arquitecto Leonel Fadigas. Assegura ainda, “só poderemos estar confiantes, porque estamos a desenvolver um bom trabalho”. É uma postura esquisita para estar na política em que as pessoas se julgam a si próprias, e logo para auto elogiar o trabalho próprio. Seria muito mais sensato deixar que os outros classificassem o trabalho que está a ser desenvolvido e seria de todo útil ouvir os militantes.
Então chama-se bom trabalho a um partido que não reúne a Assembleia de Militantes desde Junho de 2004, quando isso estatutariamente deveria ocorrer de seis em seis meses. Para alcançar votos seria necessário que as estruturas partidárias se aproximassem dos militantes e criassem laços de união e empatia. É ignorando os militantes que se pode dizer que se está a fazer um bom trabalho. Acho criticável esta forma de estar na política. Mas, os resultados estão bem à vista.
A última vez que os militantes foram chamados a envolverem-se em algo da vida interna do Partido foi em Maio de 2006 pediu-se aos militantes que fossem eleger uma nova Comissão Politica. Os militantes só servem para eleger estas elites, para pagar quotas e depois são ignorados.
E a propósito, foi eleito um presidente da Mesa da Assembleia de Militantes. Ao que consta parece que se demitiu antes de marcar qualquer reunião. Será verdade????
 
Militante … sem militância
Pessoalmente, entendi inscrever-mo no partido político que melhor poderia enquadrar a minha forma de ver a sociedade: o Partido Socialista. Julgo-me uma pessoa minimamente esclarecida e antes de aderir à condição de militante li e reli os Estatutos e a Declaração de Princípios do Partido e sem dúvida que me continuo a rever nesses documentos que devem (ou deviam) orientar a vida do partido.
Tinha plena consciência de que não são as minhas ideias pessoais que devem moldar o partido a que livremente e por iniciativa própria aderi. Sabia que as minhas ideias pessoais teriam que se enquadrar na filosofia do partido que me acolheu. Não tenho dúvidas de que sou um socialista convicto. Mas, lamento, não me rever nem me identificar com a acção do partido a nível local. Não encontrei motivos para discordar dos princípios orientadores do Partido, mas entendo que por cá não se seguem os Princípios basilares do PS.
Ser militante, quanto a mim, significa “participar activamente” numa causa ou projecto. E o partido a que aderi não tem nada em que eu, ou qualquer militante de base possa participar activamente. Sou militante desde 2004 e, ao longo destes dois anos de militância, quase nada foi feito. A participação activa que qualquer militante deveria ter foi-me negada pelo partido.
 
 
Atitudes políticas
A cidadania empenhada pode expressar-se ou manifestar-se de diversos modos ou através de diversos envolvimentos, desde o associativismo cultural ou desportivo, nos movimentos sociais ou sindicais, na acção politica entre muitas outras possibilidades. A acção politica é uma expressão de cidadania. Na sociedade podemos identificar vários tipos de comportamento político.
Abstencionistas. Temos aqueles que se desligaram de toda a vida politica e são abstencionistas, não votam e não participam em nada que tenha a ver com a política. Uns alhearam-se da política por falta de capacidade e de interesse cultural pela gestão das coisas públicas, alguns poucos fazem-no por opção de quem se quer demarcar da podridão da política. Destes exemplos partidários é isto que se pode esperar.
Apartidários. Muitos são os cidadãos que não se envolvem em actividades públicas nem politicas, não militam em nenhum partido, têm as suas opiniões, mas quando vão votar, vão mudando o seu sentido de voto consoante as circunstâncias, contribuindo para a alternância escolhendo aquela que julgam a melhor solução para a altura e penalizando quem não correspondeu às expectativas.
Activistas. Teremos depois um terceiro patamar que poderemos considerar como activistas. São à partida cidadãos convictos das suas ideias, interessados pelas causas públicas, interessados pelas questões politicas e por isso envolvem em actividades partidárias ou noutros movimentos sociais.
 
 
Activistas inactivos
Teremos que enquadrar os militantes dos partidos no grupo dos activistas. Mas torna-se difícil de compreender um partido cujos militantes estão inactivos ou foram votados à inactividade.
Numa breve consulta aos Estatutos, pode ler-se no artigo 14º referente aos “direitos”, que os militantes têm direito de “participar nas actividades do partido”(alínea a) do nº 1 do Artigo14º). Como se pode participar se o partido nada faz, nada promove?
Participar na vida política do Partido foi um direito fundamental que nos foi garantido pelos estatutos, mas que as estruturas locais nos negaram. Logo consideramos que fomos privados de um direito fundamental, e só poderemos responsabilizar as estruturas locais, ou seja a Comissão Politica Concelhia, e os seus dirigentes.
A reflexão e a acção política implicam trabalho e uma dinâmica de relação com outras pessoas. Ao aderir a um partido esperávamos poder debater a realidade da política local com outras pessoas, ouvir e dar opiniões, numa acção interactiva e formadora da nossa cidadania. Mas o Partido não nos proporcionou isso. Não aderi a um partido para continuar isolado.
Estamos convictos que o PS precisa de votos, mas também precisa da acção dos militantes. Contudo o PS/Alcobaça não reúne os seus militantes, não os aproxima, não faz com que se conheçam uns aos outros, não promove a sua formação política e cívica. Não prepara militantes para a acção autárquica. Grave é que o PS nem sequer reúne a Assembleia Geral das estruturas de base, que, segundo os estatutos, deve reunir ordinariamente, de seis em seis meses, sob convocatória da respectiva Mesa” (Nº 1 do Artigo 34º). Nos últimos anos nunca a Assembleia de Militantes reuniu. As últimas Assembleias ocorreram apenas num quadro de ambições por cargos e tramóias, pouco abonatório da imagem do Partido.
publicado por Joaquim Marques às 11:55

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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

Reflexões Politicas I

PS/Alcobaça perdeu o passado
e não encontra o futuro
 
 
O PS/Alcobaça perdeu o passado e não consegue encontrar o futuro. É certo que não podemos viver de memórias, e o passado não será perfeito como nada na vida é perfeito. Mas, se não tivermos os pés bem assentes no passado numa seremos capazes de construir o futuro. Se perdermos a memória não teremos identidade nem rumo. O PS/Alcobaça perdeu a memória do seu passado, mas perdeu também o rumo e por mais voltas que dê não consegue encontrar o futuro.
Frequentemente tem-se ouvido críticas ao PS/Alcobaça, umas mais em surdina, outras mais visíveis. Agora no “Jornal de Leiria” o Arquitecto Leonel Fadigas fez duras críticas a esta Secção Concelhia que acusa de não ter “crédito, imagem, ou propostas”. A prova de que ele tem razão está bem patente na representação que o PS conseguiu nas últimas eleições autárquicas.
A nova geração do PS/Alcobaça hostilizou o passado do Partido no concelho e quis apagá-lo. Se é certo que as mentalidades renovadoras não quiseram preservar a memória, também é certo que não conseguiram construir nada. De tal forma que o passado já não é memória mas apenas “eterna saudade”. Na tentativa de apagar o passado, tudo o que tem sido feito têm sido passos em falsos, e a única proeza que as últimas lideranças conseguiram foi a de levar o PS ao pior resultado de sempre. Um partido que foi poder, que teve uma maioria de cinco vereadores na Câmara, caiu para apenas dois vereadores e depois tragicamente para um.
 
1993
1997
2001
2005
%
Mandatos
%
Mandatos
%
Mandatos
%
Mandatos
PS
71,43
5
28,57
2
23,5
2
17,12
1
PSD
28,57
2
57,14
4
46,89
4
55,08
5
PCP
6,37
0
14,27
1
22,19
1
15,98
1
Dados disponiveis no site do STAPE
Foi um partido que teve a maioria das juntas de freguesia no concelho, mas resta-lhe apenas uma (a Maiorga). O Partido tem vindo a despedaçar-se de queda em queda, e este facto, deveria ser razão mais do que suficiente para que os dirigentes locais promovessem uma reflexão e ouvissem com humildade as opiniões dos militantes. Porém, preferiram meter a cabeça na areia, e caminham encantados na cena politica local apesar de ninguém prestar atenção ao espectáculo trágico cómico que em vão tentam representar. Em equipa que perde … no futebol já teria havido chicotada psicológica, mas na nossa política … lá vamos rindo encantados …
Este PS têm as mãos cheias de nada e a ambição de coisa nenhuma.
Seguramente que o PS ainda têm alguns militantes com valor, certamente ainda tem valorosos simpatizantes que poderiam engrossar as fileiras do Partido mas estão impedidos de intervir politicamente porque apenas meia dúzia de pseudo iluminados, podem ter papel activo na vida da Secção. O que fazem não se sabe muito bem, se existe acção política não se consegue ver, e o pouco que se vê, e mau ou muito mau.
Militantes ignorados
Grave e preocupante é o facto de não haver espaço onde os militantes possam intervir. Esta reflexão é algo que gostaríamos de poder partilhar no espaço próprio. Mas como não existe espaço próprio, teremos que recorrer aos espaços impróprios.
Julgo-me uma pessoa minimamente esclarecida e um cidadão activo e comprometido com a sociedade. Sou militante do PS, embora inconformado com a realidade partidária pelo que entendo manifestar publicamente a minha opinião em jeito de desafio para reflexão.
Até à muito pouco tempo rezava o provérbio popular “entre marido e mulher, não metas a colher” para assim dizer que os problemas de casa não deviam ser tratados na rua e com a intervenção da sociedade. Porém, mudaram as mentalidades, e hoje para bem de uma sociedade mais humana e mais digna a violência doméstica é crime. Também a vida politica e partidária tem que sofrer evolução. É frequente ouvir-se dizer que os problemas internos se resolvem internamente, ou seja no seio do Partido. Mas como esse espaço não existe, teremos que encontrar formas alternativas. Os partidos, funcionam quase como sociedades secretas, onde nada deve transbordar para o exterior e, quando alguém ousa transpor para o exterior problemas do foro interno, tem quase sempre sobre si a espada da censura interna e abre-se-lhe a porta da rua, para onde se é geralmente empurrado.
A defesa da Democracia
Reli a Declaração de Princípios do Partido, onde no nº 13 se pode lerO PS acredita que é preciso ser-se radical na defesa da democracia, … para o PS, são prioritárias as reformas … que favoreçam a participação democrática.Espero que o PS não siga a doutrina de Frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz. Por isso, convicto de que é preciso ser radical na defesa da democracia ouso tornar pública a minha opinião sobre a vida da Secção de Alcobaça do PS. No interior do Partido são prioritárias reformas que favoreçam a participação democrática e por isso expresso a minha reflexão. Sei que corro riscos. Mas de uma coisa tenho a certeza. Posso não ganhar nada com esta atitude, mas também não é menos verdade que também não perco nada, pois nada tenho a perder.
publicado por Joaquim Marques às 10:35

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Domingo, 2 de Setembro de 2007

Nomeação

Honrosa nomeação
 

Mimado com uma nomeação, de António Delgado, que nos atribuiu o Certificado de Blog “Melhores Momentos Virtuais”, sinto-me naturalmente honrado por ser incluído nesta corrente. Agradeço ao António pela atenção que dedicou ao nosso blog e que, com esta nomeação, nos obriga a prestar maior atenção a este espaço de comunicação e partilha na blogosfera. Obrigado António pela responsabilidade que nos atribuis-te de darmos sequência a esta corrente solidária. Sendo admirador da tua frontalidade e da tua criatividade, bem expressa no teu blog, esse sim merecedor de prémio e destaque, aceito o desafio e deixo aqui a nomeação de alguns blogs que merecem ser distinguidos com este mimo:
S. Martinho do Porto, do amigo e autarca Ernesto;
Por entre Montes e Vales, do amigo José Gonçalves;
Alcobaça Ambiente, do Valdemar Rodrigues;
Comentar a Nossa Terra, da Lúcia Duarte;
Bazar das Monjas, da Raquel Romão;
Viagens no Meu Partido, de Celso Guedes de Carvalho.
A todos que continuem a alimentar os seus blogs e a blogosfera com os seus artigos e com os seus comentários, porque a sociedade cresce e evoluiu com aqueles que opinando querem evoluir e contribuir para a evolução.
publicado por Joaquim Marques às 21:30

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Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

Opinião: Gestão por políticos

Alcobaça na rota da decadência
 
A decadência é o caminho em que Alcobaça mergulhou e de onde dificilmente sairá. Já foi sede da ordem de Cister em Portugal, já foi um concelho com grande importância no distrito de Leiria. Mas tudo isso já foi, é passado. A importância perdida muito dificilmente voltará. Para avaliar isto basta comparar o comércio de Alcobaça com o de Caldas da Rainha ou Leiria; basta ver a quantidade de empresas de prestígio existentes nos vários concelhos e comparar.
Henry Mintzeberg, professor na Universidade canadiana de McGill, num artigo intitulado “The Manager’s Job: Folclore and facts publicado na revista “Havard Busines Rewiew” afirmava “nenhuma tarefa é mais importante para a nossa sociedade do que a do gestor; é o gestor que determina se as nossas instituições nos prestam um bom serviço ou se desperdiçam os nossos talentos e recursos”.
Os presidentes de câmara e vereadores não são formados em gestão, mas são efectivamente gestores que gerem as grandes empresas que são as câmaras, e gerem o território onde se desenvolvem ou podem desenvolver grandes empresas. Mas se os autarcas não têm que ser gestores, como lideres políticos deveriam saber rodear-se de bons assessores capazes de os ajudar na tomada de boas decisões. Contudo preferem rodear-se de figurantes que o único valor que têm é o cartão de militantes.
Deveriam os nossos gestores políticos ter uma visão estratégica capaz de projectar Alcobaça em novos caminhos, em vez de se ficarem pela mera gestão de navegação à vista que se fica pelo curto prazo. Seria preciso que os políticos, elevados ao papel de gestores, soubessem substituir a democracia representativa por uma democracia participativa em que soubessem envolver o povo no desenvolvimento local. Não o fazem por medo, pois poderiam ter que enfrentar pessoas com mais capacidades.
A falência e o descalabro seria o que poderia acontecer a uma empresa que fosse gerida pelos autarcas que gerem o nosso concelho. Felizmente não gerem empresas, mas, infelizmente gerem a grande empresa que é o município e nós temos que pagar com o dinheiro público os desastres da sua gestão.
 
Decidir é envolver e escolher
Sabem os gestores, e deveriam saber os políticos, que a tomada de decisões é um ponto chave na sua actividade. E, muitas vezes, as decisões tomadas não são as mais acertadas porque não foram previamente analisadas todas as alternativas possíveis.
Tomar decisões é sempre envolver e escolher entre soluções alternativas. Nas eleições o voto é democrático porque nos permite optar entre várias alternativas.
Claro que há decisões que são repetitivas e de mera rotina. Será o caso de licenciar a construção de uma casa ou de um prédio. Obedece a critérios e leis e é autorizada, caso contrario não será autorizada. Mas há decisões que estão longe de ser de rotina, implicam o futuro, exigem capacidade de decisão, inovação, visão e risco. Será o caso de duas ou três situações a que a actual Câmara se lançou, nomeadamente a modificação do largo do mosteiro de Alcobaça, é o caso da modificação da zona histórica de S. Martinho do Porto e será o caso da área de acolhimento empresarial da Benedita. São situações onde faltou capacidade de decisão, inovação, visão mas abundou o risco.
No caso das obras de modificação do largo do mosteiro de Alcobaça e da modificação da zona histórica de S. Martinho do Porto, em ambos os casos a decisão foi escolher entre um único projecto de um único arquitecto. Logo só poderá ser uma decisão limitada e limitadora. Resta-nos o frustrante consolo de ter isto ou que estava. Faltam-nos horizontes e capacidade de saber decidir. A decadência e a mediania é o nosso caminho e o nosso futuro.
publicado por Joaquim Marques às 12:17

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Opinião: Os Partidos

O fracasso dos partidos políticos
 
 
O fracasso dos partidos políticos é uma realidade cada vez mais evidente quer seja a nível nacional, internacional ou a nível local. A luta pela defesa de importantes interesses das populações é cada vez mais uma tarefa de movimentos sociais e não dos partidos políticos.
Peter Mair, professor de Ciências Politicas da Universidade Leiden, e conceituado especialista em ciência politica tem afirmado bem alto que “os partidos políticos estão em crise e potencialmente a beira de um grave declinio”. Mas temos que continuar a viver com eles.
No quadro partidário os que estão no poder decidem a seu belo prazer sem se importarem com a opinião dos cidadãos eleitores enquanto a oposição se vai entretendo com picardias politicas sem interesse, alheados dos problemas das populações e só se manifestam nas campanhas eleitorais ou para dizer que existem e para lutarem pelos seus interesses. Os cidadãos cansados do circo da politica já não ouvem os discursos, apenas se preocupam se vivem melhor ou pior. Os cidadãos olham com indiferença para a política e com descrédito para os políticos. Reflexo disso é a abstenção nos actos eleitorais. Sem partidos não há democracia.
Os partidos políticos são vistos como um requisito necessário para chegar aos cargos de eleição ou de nomeação. Logo as pessoas olham para os políticos apenas como interessados nos “tachos”. A gestão pública, numa democracia representativa, está confiada aos políticos pelo que isso é aceite com natural indiferença expressa na afirmação “uns ou outros tanto faz”.
Mas, se analisarmos as principais criticas que se fazem aos partidos, eles são criticados pelo seu fracasso representativo porque deixaram de representar as populações e de defender os seus interesses. A defesa dos interesses e exigências populares, na maioria da vezes, ocorre fora do quadro partidário. Os partidos deixaram de ser parte da sociedade para se tornarem cada vez mais em parte do aparelho da administração pública. Os politicos deixaram de lutar pelos interesses das populações para lutarem por cargos públicos. O fracasso dos partidos deve-se ao fracasso dos politicos que temos e ao pouco que fazem pela resolução dos problemas concretos. Precisamos urgentemente de uma nova geração de politicos, para podermos aspirar a uma nova politica.
Numa democracia representativa como a nossa o povo apenas pode escolher entre as opções que os partidos lhe permitem. Por exemplo, no concelho de Alcobaça cerca de mil militantes partidários, ou seja cerca de 500 do PSD e outros tantos do PS, são os únicos que podem escolher aqueles que poderão chefiar a Câmara. Aos 50 mil eleitores do concelho de Alcobaça resta-lhes “escolher” entre as opções do menú “pré-cozinhado”, por vezes de muito má qualidade.
A par disso, muitos dos politicos nunca souberam o que era um emprego, são politicos de carreira, que sempre se ocuparam da política como profissionais pelo que tudo fazem por um lugarzito na actividade politica, onde não faltam assessores e adjuntos de adjuntos. Por outro lado profissionais competentes e com provas dadas de que seriam bons gestores das coisas públicas acabam por “não se meter” na política pois não querem ser axincalhados por politicos de quarta ou quinta categoria. Assim, o poder em vez de ser ocupado por quem tem mérito para o exercer, é detido por populistas, demagogos e outros bacoucos.
Neste quadro de fracasso a rotatividade de partidos no governo ou nas autarquias deve-se não há vitória dos que ganham mas sobretudo ao fracasso dos que exerceram mal o poder. Porque como já é habito dizer-se as eleições não se ganham, perdem-se.
Mas, em última analise, com politicos e partidos destes quem perde é a sociedade, ou seja somos todos nós.
publicado por Joaquim Marques às 11:35

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Opinião: Turismo

Envolver os cidadãos e valorizar a definição de estratégias inovadoras
Turismo estagnado por falta de políticas
 
A estagnação que afecta o turismo no concelho de Alcobaça reflecte a ausência total de políticas estratégicas para o sector. Apesar das potencialidades existentes, e de que são exemplos o Mosteiro de Alcobaça - Património da Humanidade -, Mosteiro de Cós e vário outro património construído, Museu do Vinho (agora fechado), a ímpar beleza da praia de S. Martinho do Porto, as praias da zona Norte do concelho, os encantos naturais do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, entre muitos outros motivos. Mas, apesar de termos tudo isto, limitamo-nos a aproveitar os "restos" do turismo de passagem da rota de Fátima.
Entre o panorama actual e o de há 20 anos atrás poucas são as diferenças. A crise que afecta os mercados e a bolsa dos cidadãos não é justificação para tudo. Tem faltado capacidade de inovação como meio de impulsionar novas políticas e estratégias para o turismo local. Não se conseguem captar novos fluxos de turismo oferecendo só aquilo que o passado nos deixou e fazendo discursos onde apenas se repetem palavras sobre as nossas potencialidades. Esses discursos servem só para consumo interno. É preciso acção. Para haver acção era indispensável estabelecer objectivos e metas de longo, médio e curto prazo.
Contudo essa definição de objectivos não se consegue só dentro das estruturas da administração pública, no reduzido núcleo dos autarcas locais e dos técnicos dos diversos serviços públicos. A coesão social é um factor determinante para que as sociedades possam caminhar para um desenvolvimento que seja sustentável. Numa sociedade de informação como a nossa os cidadãos devem ser ouvidos, podem e devem participar nas decisões fundamentais. Mas isso não agrada aos políticos e seus apaniguados. Isso obrigaria a uma grande atenção mas alargava os horizontes da reflexão e contribuiria para a valorização das metas e objectivos.
Mas, a valia desta coesão social local não se limita a valorizar os horizontes da discussão mas estabelece a capacidade de confiança dos cidadãos que percebem o que se passa e o porquê das coisas. Não podemos perder o capital social de todos os cidadãos empenhados na vida pública local. Temos de compreender que devemos ter os nossos próprios desígnios estratégicos e devemos acreditar em nós mesmos e nas nossas capacidades. Daí a importância de um modelo de concertação social que valorize a opinião local rumo a uma capaz definição de metas e objectivos capaz de combater a estagnação que afecta o nosso turismo. A estagnação neste sector é tal que os folhetos de promoção que tem sido publicados e distribuídos pela Região de Turismo são de fraca qualidade, e tempos houve em que estavam cheios de erros e semearam esses erros por vários outros materiais promocionais. A par disso, a nível municipal não existe um só documento de promoção das realidades locais sinal da total falta de aposta e de projectos deste concelho no turismo.
publicado por Joaquim Marques às 11:16

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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

Opinião: descrédito dos partidos

Partidos com comportamento vergonhoso
 
 
Vergonhoso é o comportamento dos partidos políticos que nas eleições legislativas de Fevereiro de 2005 se deram ao luxo de violar a lei do financiamento das campanhas eleitorais que eles mesmo fizeram e aprovaram. Este comportamento é desprestigiante para os partidos, desacredita a nossa democracia e é um mau exemplo para os cidadãos. Que legitimidade podem ter os partidos para pedirem aos cidadãos que cumprem as leis se eles que as fazem não as cumprem.
As regras do financiamento das campanhas eleitorais eram novas, mas os vícios de violar a lei e de usar financiamentos pouco claros eram velhos. A Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) que funciona no Tribunal Constitucional fiscalizou aquela campanha, deduziu acusação contra os partidos que “coitados” se vieram desculpar dizendo que não tinham tido tempo para se adaptarem às novas regras. Mas, os cidadãos, têm que cumprir a lei e não se podem queixar de não terem tempo de se adaptarem. É imoral que os partidos queiram para si privilégios e regalias que não são permitidas aos cidadãos.
Face às conclusões da investigação da Entidade das Contas o Tribunal Constitucional veio agora punir as ilegalidades e irregularidades cometidas pelos partidos com coimas que ascendem aos 100 mil euros. O PSD, então liderado por Santana Lopes foi condenado a pagar uma multa de 25.104 euros, o CDS-PP terá que pagar 23.231 euros. Ou seja, os senhores que estavam no poder e que foram corridos pelo Sr. Presidente da República, foram os que mais violaram a lei, seguramente porque tudo quiseram fazer para se manter no poder. Mas, o PS a CDU, o Bloco de Esquerda, todos eles violaram a lei e até a Nova Democracia de Manuel Monteiro caminhou pelos velhos caminhos e violou a lei.
Confesso que aguardo que idênticas conclusões possam ser tomadas em relação ao financiamento da campanha para as autárquicas de 2005. Mas não nutro grandes expectativas.
publicado por Joaquim Marques às 10:49

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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

Denúncia: Erro Inacreditável

DN confundiu Humberto Delgado
com Gomes da Costa
 
Um erro grosseiro e grave foi cometido pelo jornal “Diário de Notícias” que no seu livro “Mosteiro de Alcobaça”, publicado na colecção “O país das Maravilhas” confundiu o nome do General Humberto Delgado com o do Marechal Gomes da Costa. Este livro que passará agora a estar nas estantes de muitas habitações e bibliotecas torna-se num tremendo crime contra a cultura e contra a nossa história pois induz os incautos neste erro. Quem sabe se daqui a pouco jovens estudantes sempre ávidos de livros de leitura fácil, não passarão a referir nos seus trabalhos escolares que o General Sem Medo se chamava Gomes da Costa.
É grave que uma publicação desta natureza não tenha sido alvo de uma revisão científica cuidada, o que mostra que este concurso das sete maravilhas se tornou numa máquina de fazer dinheiro a qualquer custo. O “livreco” de aspecto “infantilizado” é de má qualidade além deste erro contém alguma da informação duvidosa, tendenciosa ou manipulada.
Se o jornal prestou um mau serviço à cultura, a Câmara de Alcobaça não está imune de responsabilidades, pois deu a sua colaboração a esta publicação e assim torna-se corresponsável por este lixo editorial. À uns anos os folhetos publicados pela região de turismo cheios de erros, deram origem a uma grave propagação de erros em série cujos nefastos efeitos ainda hoje se fazem sentir. Estamos em crer que essa situação se irá repetir pois estas publicações acabam por fontes de referência bibliográfica e tornam-se citadas. Os incautos não se lembram que estes trabalhos podem ser elaborados por ignorantes e imbecis.
Naturalmente a irresponsabilidade desta situação será “corrigida”, naqueles quadradinhos onde se diz “… o jornal errou”, mas nos livros postos em circulação não será colocada nenhuma errada, como deveria ser a medida mínima a tomar. A correcção desta anormalidade deveria implicar a recolha de todos os livros para a sua correcção.
Como cidadão cinto-me indignado. Bem não sei se “cinto-me”, se escreve com um “c” ou um “s”, mas de uma coisa sei, seria muito menos grave se o livro contivesse erros ortográficos e não erros históricos, e se não atentasse desta forma contra o nome do General Humberto Delgado.
 
 
Transcrevo o disparate
 
Marechal Gomes da Costa                                   
Não nasceu em Alcobaça, mas sempre aí passou férias e fez amigos para mais que uma vida. Conhecido como o General Sem Medo (1906-1965), procurou derrubar a ditadura através de eleições, tendo sido derrotado num processo eleitoral fraudulento que deu a vitória a Américo Thomaz. Foi assassinado pela PIDE, em Olivença, e encontra-se sepultado no panteão nacional. Foi-lhe erigido um monumento no lugar de Cela, em Alcobaça.                                     
publicado por Joaquim Marques às 22:06

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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Debate: blogs

Iniciei este blog com uma notícia alusiva a um encontro de blogs e bloguers alcobacenses. Entendo agora apresentar alguns tópicos de reflexão sobre esta realidade incontornável nos tempos actuais.
Blogs: entre a comunicação e o monólogo
Comunicar é o principal objectivo dos blogs, uma nova ferramenta de comunicação virtual que permite que qualquer pessoa possa divulgar informações e opiniões e partilha-las com qualquer outra pessoa. Um blog permite que o seu criador tenha um veículo de mídia próprio, que pode conter texto, fotos, áudio e até vídeo.Um blog constitui uma ferramenta de informação e comunicação alternativa aos mídia tradicionais, com capacidade para questionar a actualidade que nos é relatada pelo comunicação social.
Além disso, é uma ferramenta interactiva pois permite comentários e a interação entre os autores dos blogs e os seus leitores, tornando-se assim numa ‘rede social’, uma blogosfera.
 
Blog: um novo poder de comunicação
Se a realidade divulgada pela comunicação social é por vezes omissa, polida para não ferir susceptibilidades e até para suportar pressões, tornando-se por vezes amorfa, nos blogs, os seus autores não sofrem esse tipo de pressões, não estão obrigados a nenhum código deontológico, divulgam aquilo que é seu o entendimento. Os leitores têm acesso a uma informação livre e sem modaças, mas torna-se necessário tomar alguns cuidados e avaliar bem a informação dos blogs. Os blogs não asseguram os princípios do contraditório nem o seu autor reflecte a pluralidade de opiniões.
Contudo os blogs tem vindo a crescer a um ritmo assustador. Segundo dados da Technorati, em Março de 2006 havia mais de 35 milhões de blogs, e a quantidade de blogs tem duplicado em cada 6 meses, sendo interessante referir que a atualização do conteúdo dos blogs ocorre semanalmente em cerca de 10% deles. Ainda segundo dados da Technorati, 1.2 milhões de informações são colocadas nos blogs diariamente, o que dá uma média de quase 50 mil por hora.
 
Blogs: partilha e inter-actividade
Algo que merece ser destacado é que o blog actua como uma ferramenta para partilhar conhecimento. Aquilo que marca a diferença nesta possibilidade de comunicação é que os blogs permitem interacção. Os autores escrevem, os leitores lêem e comentam, os autores e outros leitores respondem aos comentários e, assim comunicação torna-se, ou pode tornar-se numa verdadeira interação.
Contudo no tempo da comunicação imperam os monólogos. Na imprensa escrita, falada ou televisiva, somos meros consumidores. Nos blogs o seu número é tão elevado, mas a grande maioria serve apenas para o seu autor comunicar com o seu computador. Seguramente que os blogs podem ser visitados, mas continua a haver monólogo, pois muitos quase não registam comentários.
A força de influência dos blogs só se começa manifestar quando o conteúdo publicado é interessante e os utilizadores conseguem encontrá-lo no mar de informação da internet.
publicado por Joaquim Marques às 19:46

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Sábado, 2 de Junho de 2007

Opinião

A fraude das sete maravilhas
 
 
Fraude e vigarice são as únicas expressões que me surgem para classificar o pseudo-concurso de eleição das “Sete Maravilhas”. Não é minimamente sério que se possam eleger as sete maravilhas num processo de votação fraudulento pois permite que uma mesma pessoa possa votar as vezes que quiser sem limite.
O presidente da Câmara de Alcobaça, Gonçalves Sapinho, numa afirmação publicada pelo jornal “Região de Cister” diz “vou de Alcobaça a Lisboa, todo o caminho a votar ao telefone”. É uma expressão ridícula e infeliz. Revela a vigarice em que este concurso se transformou e denuncia que quem tiver dinheiro para gastar pode viciar os resultados desta votação. No caso do presidente da Câmara revela que não tem nada de mais útil e mais importante para fazer, por isso usa o telefone para estas brincadeiras, com a agravante que o dinheiro que esbanja é pago por todos nós.
Além do processo de votação que é fraudulento, como se poderá afirmar que o Mosteiro de Alcobaça é melhor ou mais bonito que o da Batalha ou vice-versa. Eles são dois monumentos completamente diferentes, não sendo por isso comparáveis.
Será o Mosteiro de Alcobaça melhor, mais bonito ou mais importante que o da Batalha, ou o Castelo da Almourol, ou outro qualquer dos monumentos desta listagem? Não creio que “a nossa terra” possa ser um critério de avaliação válido, muito menos justo. Reza o velho provérbio popular que quem feio ama bonito lhe parece, mas a paixão, não é um critério justo. E votar num monumento só porque ele está na terra em que vivemos não é justo para avaliar realidades diferentes, mas iguais em valor.
Não se pode comparar o que não é comparável.
Discordo pois desta eleição.
Escolher os melhores faz parte de uma “mania” que temos de rotular as coisas, e de forma subjectiva e até injusta classificamos umas como melhores e outras como menos boas que passam a ser relegadas para um plano secundário e de esquecimento.
Qual será a percentagem de alcobacenses que nos últimos cinco anos não entraram no Mosteiro de Alcobaça? Muito elevada seguramente (até porque as entradas são caras) e como poderão as pessoas votar numa coisa que mal conhecem?
Depois resta saber que consequências podem resultar desse investimento. Será que Alcobaça vai ser mais visitada por causa de estar entre as sete duvidosas maravilhas?
Isto é, conseguiremos com isto captar novos fluxos de forasteiros nacionais ou estrangeiros? Tenho as maiores dúvidas.
Respeito em absoluto quem se envolve neste processo, mas discordo profundamente e acho inqualificável a metodologia de votação. Parece-me que em maré de votações poderemos ter algo semelhante aquela patranha dos melhores portugueses.
 
publicado por Joaquim Marques às 11:25

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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Noticia

Mostra gastronómica de excelente nível
 
Excelente é o modo como se pode classificar a Mostra de Gastronomia tradicional que teve lugar na Celha Velha no passado domingo dia 27 de Maio por iniciativa do Rancho Folclórico e Etnográfico “Papoilas do Campo”, deste lugar da freguesia da Cela. À iniciativa aderiram quase 300 pessoas que se puderam deliciar com saborosos paladares que nos foram legados pelos nossos antepassados e cujas artes culinárias já andam afastados das ementas do nosso dia a dia. Do campo vieram os produtos utilizados neste evento e que foram cozinhados segundo saberes tradicionais e por métodos também já caídos em desuso proporcionando-nos manjares divinos aos quais ninguém conseguiu resistir.
Com esta iniciativa o Rancho da Cela Velha consegue manter vivas estas ementadas já caídas em desuso, preservando a culinária de raiz popular que a modernidade teima em esquecer. Com as danças e cantares que mantém no seu reportório e com estas iniciativas o Rancho da Cela Velha transforma-se num museu vivo da cultura popular preservando a memória e a identidade das gentes desta terra, que apesar de ser uma pequena aldeia que assim se transforma numa grande terra.
Depois de um excelente almoço seguiu-se uma não menos excelente tarde de animação musical com a actuação do Grupo de Música Tradicional “Mil Cantos”, do Club MillenniumBCP e do Rancho Folclórico da Cela Velha.
Parabéns à Iva Vieira é à sua equipa que souberam manter viva esta iniciativa.
publicado por Joaquim Marques às 11:41

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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Noticia

MOSTRA GASTRONÓMICA
DA
REGIÃO RIBEIRINHA DO
CONCELHO DE ALCOBAÇA
 Dia 27 de Maio de 2007 - 13 horas
 
ANIMAÇÃO:
 
GRUPO ETNOGRÁFICO “MILRAÍZES”
(Clube MillenniumBCP)
 
GRUPO DE MÚSICA TRADICIONALMILCANTOS
(Clube MillenniumBCP)
 
RANCHO FOLCLÓRICO E ETNOGRÁFICO
PAPOILAS DO CAMPO
 
 
Ementa
Canja da “Ti Farricha”
Misturadas
Grêlos salteados em alho com morcela frita
Aferventado de legumes com bacalhau assado,
      sarda, cavala …
Migas
Fritada à “moda dos enchidos”
Coelho de agrião à “Ti Quim”
Galinha guisada à “Ti Farricha”
Faceira com feijoca
Cachola à “Ti Olinda”
Favas guisadas com entrecosto e ervas aromáticas
Papas de farinha de milho
 
Torresmos, Morcela, Morcela de arroz, Chouriço
 
Sardinhas d’ escabeche, Petingas fritas,
      Carapaus fritos, Pataniscas, Sardas escaladas
 
Pêra Rocha em vinho tinto
Maçã assada no forno a lenha
Filhozes
Arroz doce de Lúcia Lima
Brindeiras ou merendeiras de frutos secos
Bolo da noiva
Cavacas de Óbidos
Queijadas do Bárrio (doce conventual)
 
Fruta da região (maçã casanova,
maçã raineta, nêsperas)
 
Vinho da região
Bagaço caseiro
Café da Avó (café de borra)
 
                                       Bom apetite!
Inscreva-se pelos telefones:
262 552 370   ou 219 220 374
Organização:
Rancho Folclórico e Etnográfico "Papoilas do Campo"
publicado por Joaquim Marques às 20:50

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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Noticia

Bloggers alcobacenses

tiveram primeiro encontroFoto do blog "Terra de Paixão"

Foto do  blog "Terra de Paixão"

Interessante e motivador foi o primeiro encontro de bloggers alcobacenses que teve lugar no passado dia 12 de Maio, na Escola Adães Bermudes, em Alcobaça, por iniciativa de José Alberto Vasco, autor do Blogue “Nas Faldas da Serra”. Este encontro de carácter informal foi inovador por ter sido uma primeira oportunidade para os autores dos blogues se conhecerem, uma vez que alguns dos autores não se conheciam e outros que escrevem com pseudónimos revelaram-se aos restantes. No decorrer do encontro os presentes puderam conhecer os blogs dos outros autores presentes e puderam conhecer-se pessoalmente, trocar ideias e opiniões, o que transformou esta iniciativa em interessante e motivadora.
No final José Alberto Vasco manifestou-se convicto “de que o encontro correu mesmo muito bem e contribuiu para um melhor conhecimento entre todos os que lá compareceram” embora diga “é sempre possível fazer mais e melhor”.
Lúcia Duarte, autora do blog “Comentar a Nossa Terra” manifestou-se menos entusiasmada ao escrever no seu blog “sei que, provavelmente, vou ser mal interpretada e que alguns não vão gostar nada da minha interpretação do encontro mas, como alguém me referiu, prefiro ser politicamente incorrecta mas ser politicamente verdadeira. De facto, o encontro trouxe-me pouco de novo. Tirando o facto de conhecermos algumas das pessoas com quem, sem as conhecer, trocávamos ideias”. Ao que Valdemar Rodrigues replicou “julgo que o mais importante deste encontro foi precisamente o de nos conhecermos e de trocarmos ideias sobre a blogosfera alcobacense e outra. Considero que esse objectivo foi plenamente alcançado. O empenhamento do José Alberto Vasco foi notável e merece todo o nosso respeito”. Eu, pessoalmente acho que foi uma excelente iniciativa a pedir bis, pois esta forma de expressão na era da comunicação já tem muitos adeptos entre a população do nosso concelho, e precisamos de nos aproximar-mos, pois como utilizadores desta ferramenta de comunicação devemos saber utilizá-la para projectar as nossas ideias e opiniões a bem do concelho de Alcobaça que precisa do nosso contributo de comunicadores. Sabemos que existe muita informação e que todos temos muita informação para transmitir, mas precisamos de potenciar o nosso trabalho, o que só conseguiremos de forma conjugada e articulada. Por isso, depois de um excelente enccontro de abertura para quebrar o gelo da comunicação virtual, precisamos de mais encontros. Parabéns José Alberto Vasco". 
O primeiro encontro passou, mas fica no ar a necessidade de um novo encontro, de objectivos complementares e onde se possa fazer uma reflexão de carácter sociológico sobre esta forma de comunicação em grande expansão.
 
Estiveram presentes:
Anónimo (blogue Elevação dos Moleanos a Província)
Carla Almeida (blogue Associação de Pais- Valado dos Frades)
Dulce Alves (blogue Agre & Doce)
Hélio Pires (blogue Coroas de Pinho)
Joaquim Marques (blogue Oposição Nas Freguesias)
José Alberto Vasco (blogue Nas Faldas da Serra)
José Gil (blogue Teatro de Marionetas em Portugal)
Lúcia Duarte (blogue Comentar a Nossa Terra)
Margarida Bogalho (blogue O Blog da Avó Guida)
Mário Bernardes (blogues MBlog e Terra de Paixão)
Piedade Neto (blogue Monte Cristo)
Raquel Romão (blogue Bazar das Monjas)
Valdemar Rodrigues (blogue Ortogal)

Victor Sacadura (blogue Castelo de Alcobaça)

publicado por Joaquim Marques às 21:00

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